Enfraquecimento do dólar: Trump planeia recuperação económica – o que isso significa para nós?
O dólar americano enfraquece sob as políticas de Trump; possíveis efeitos no comércio e nas relações internacionais analisados.

Enfraquecimento do dólar: Trump planeia recuperação económica – o que isso significa para nós?
O dólar dos EUA continua sob pressão e poderá fazer parte de um plano económico abrangente do Presidente Donald Trump para fortalecer a competitividade da economia dos EUA. Alto Mercúrio O número-chave mais importante caminha para o seu quinto mês consecutivo de perdas, o que representaria a mais longa série de perdas desde 2017. O dólar valorizou-se significativamente nos últimos anos, subindo cerca de 40% em comparação com as principais moedas desde a crise financeira de 2008. No entanto, isto também tornou as importações mais baratas e as exportações mais caras, resultando num défice comercial de mais de 1 bilião de dólares anuais.
A anunciada redução tarifária para a Europa e outros países está a chegar ao fim, mas a China ainda tem algum tempo antes que sejam esperadas medidas também lá. Apesar destes desenvolvimentos, não há melhorias fundamentais nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia. O economista David Meier, da Julius Baer, salienta que a situação fiscal restritiva e a elevada dívida externa dos EUA, combinadas com as políticas tarifárias de Trump, pioraram o sentimento em relação aos activos dos EUA.
O Acordo de Mar-a-Lago
Um componente central da abordagem económica de Trump é o chamado Acordo de Mar-a-Lago. Esta estratégia proposta visa abordar a sobrevalorização do dólar para fortalecer a indústria transformadora americana e reduzir o défice comercial. Notícias de negócios relata que o plano é inspirado no Acordo Plaza de 1985, no qual as principais economias trabalharam juntas para desvalorizar deliberadamente o dólar.
O plano Mar-a-Lago poderia tornar as exportações dos EUA mais competitivas. Uma parte importante do plano é também a exigência de que os principais parceiros comerciais, como a China, valorizem as suas moedas face ao dólar. Contudo, tal medida poderia causar instabilidade económica e provocar retaliações de outros países.
Desafios e riscos
A implementação do Acordo de Mar-a-Lago enfrenta enormes desafios. Estes incluem a complexidade da coordenação global e os diferentes interesses económicos dos países parceiros. Os críticos alertam que uma acção unilateral para desvalorizar o dólar poderá não só ser irrealista, mas também repleta de consequências não intencionais, como a inflação e a perturbação dos mercados financeiros globais.
Embora o Acordo de Mar-a-Lago seja atualmente uma proposta teórica sem implementação formal, a resposta internacional ao plano permanece incerta. As implicações financeiras e políticas desta planeada mudança de regime do dólar americano poderão reduzir significativamente a influência internacional dos EUA e beneficiar países como a China e a Rússia.
Em conclusão, a fraqueza do dólar e as mudanças económicas propostas sob a presidência de Trump poderão ter efeitos de longo alcance na economia dos EUA e nas relações comerciais globais.